Nanobiotecnologia

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Ter, 18/03/2008 - 15:59
Fonte:www.medicinageriatrica.com.br

A nanobiotecnologia refere-se à fusão de duas abordagens de tecnologias recentes, a biotecnologia e a nanotecnologia, apresentando enormes inovações e potencialidades. A nanobiotecnologia pode ser, portanto, definida como o estudo, processamento, fabricação e desenho de dispositivos orgânicos, nanomateriais para atuação biológica ou biomateriais, nos quais pelo menos um componente funcional possui tamanho nanométrico. Áreas importantes da nanobiotecnologia incluem a nanomedicina (biologia molecular e genética), a física-médica (diagnóstico), o desenvolvimento de nanofármacos (fármacos encapsulados), além da nanocosmecêutica (cosméticos com efeitos farmacológicos consideráveis).
Nos aspectos atuais, a nanobiotecnologia é a aplicação da nanotecnologia nas ciências da vida. Pela nanobiotecnologia está previsto, por exemplo, que esta proverá os meios para diagnósticos prematuros e para melhorar o diagnóstico de doenças, levando a tratamentos mais eficazes. Também se mostra como uma área promissora para aumentar a eficiência do processo de desenvolvimento de fármacos. A preparação de nanopartículas contendo em sua superfície ou em seu interior algum fármaco (veja a figura abaixo) pode incluir também algumas moléculas que possuem receptores específicos em células no fígado, cérebro, ou mesmo em células cancerígenas, proporcionando uma liberação do medicamento em um alvo pré-definido, aumentando assim a eficiência do medicamento.
Além disso, a área de cosméticos vem empregando nanotecnologia nos mais diversos produtos, como: partículas metálicas para aumento de brilho em maquiagens; nanoemulsões para cabelos que são hidratantes mais promissores; liberação em camadas mais profundas da pele de ativos anti-rugas; melhoria da textura do creme e formação de um filme mais eficiente de protetores solar, como exemplo, o emprego e nanopartículas de dióxido de zinco. Tais produtos, no entanto, devem ser cuidadosamente investigados anteriormente à introdução no mercado, uma vez que tais sistemas nanoparticulados apresentam inúmeros benefícios, mas também podem ter algum efeito danoso. As nanopartículas de dióxido de zinco em proteção solar, por exemplo, não devem penetrar até camadas mais profundas da pele, uma vez que poderia ocasionar reações inclusive de danos ao DNA.