Agave: a planta da deusa asteca Mayaheul

Autores: Larissa Farias, Tânia Goldbach,

Me visite no JARDIM DIDÁTICO Maria de Lourdes Barreto Santos.

Foto: Piteira do Caribe noJardim Didático Maria de Lourdes Barreto Santos, (c) Larissa Farias.

MINHA IDENTIDADE

Nome popular: Piteira do Caribe.

Outros nomes: Agave.

Nome científico: Agave angustifolia.

Espécie ameaçada de extinção: ( ) Sim.   (x) Não.

MINHAS HISTÓRIAS

Como meu nome diz, sou oriunda da região caribenha, recobrindo a área das Antilhas ao México.

Meu nome científico “Agave” vem do grego “agavos” que significa “ilustre”.

Na cultura Asteca, a Deusa do maguey (bebida alcóolica), Mayaheul tem uma agave como símbolo que representa saúde, longevidade, festividade e fertilidade. Para o povo Nahualtl, habitantes nativos do oeste do México, a planta era adorada por representar o poder terreno da deusa Mayaheul sobre o vento, a chuva e as colheitas. Mayaheul era casada com o Deus da Medicina, Petecatl. Mayaheul e Petecaltl tiveram 400 filhos, os coelhos beberrões.

Representação da deusa Mayaheul com sua planta símbolo agave ao fundo.
Deus dos Beberrões, Tezcatzoncatl, um dos 400 Coelhos Beberrões (filhos de Mayaheul e Petecatl).

No início do século XVI, os conquistadores espanhóis encontraram o povo Nahuatl produzindo uma bebida, chamada de “pulque” (originalmente iztac octli, o “vinho branco”), a partir da fermentação da planta agave; sendo usada principalmente em cerimônias religiosas e para fins medicinais.

Pulque, uma das bebidas produzidas a partir de plantas agave.

Nós, Piteiras, somos famosas por conta da Piteira Azul (Agave americana), utilizada na produção de outra bebida alcoólica, a famosa tequila. Devido a esse uso, somos um importante símbolo comercial para os países latinos.

COMO ME RECONHECER?

Sou uma planta de caule curto, com folhas longas, estreitas e pequenos espinhos densos nas margens terminando a ponta das folhas, dando a elas o aspecto de espadas, formando uma roseta grande que chega a 2 metros de altura.

É comum que eu seja comparada a “coroa” do abacaxi.

Só floresço uma vez na vida, indicando que estou adulta, o que pode levar até 10 anos para acontecer.

Após esse evento, meu crescimento se torna acentuado.

HABITAT / ORIGEM

Sou adepta a ambientes muito quentes e secos, tendo dificuldades de me manter saudável no frio intenso.

Prefiro solos mais firmes e pouca sombra.

No Brasil, tenho maior predominância no bioma Caatinga, mas estou espalhada por todos os lugares por ser muito usada por paisagistas.

NATUREZA E ARTE

Sou conhecida como uma planta ornamental, ou seja, tenho maior uso para jardins planejados, não sendo recomendável que eu seja cultivada em áreas de passagens de pessoas.

CUIDADOS E SAÚDE

Apesar do alto grau de toxicidade, sou muito utilizada na medicina popular.

O chá feito das minhas folhas é usado como antidiurético e, também, posso ser usada como anti-inflamatório ao ser aplicada em feridas externas.

REFERÊNCIAS

  • SCARANO, Fabio R. et al. Biomas brasileiros: retratos de um país plural, Rio de Janeiro. Casa da Palavra, 2012.
  • LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa, SP, Editora Plantarium, 1a edição, 1992.
  • ROYAL BOTANIC GARDENS, KEW AND MISSOURI BOTANICAL GARDEN. (Org.). The Plant List: A working list of all plant species. The Plant List, 2013.
  • The Complete Mesoamerican and more… (blog). Os Astecas e os 400 Coelhos.

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