Babosa de Jardim

Passeios pelo Jardim Didático Maria de Lourdes Barreto Santos.

Nos visitem na área JARDIM MATA ATLÃNTICA / FLORESTAS TROPICAIS

Jardim Didático Maria de Lourdes Barreto Santos, © Paulo Henrique Colonese, 2020.

MINHA IDENTIDADE

Nome popular: Babosa de Jardim.

Outros nomes: Babosa, Aloé, Aloé-candelabro, Aloé-do-natal, Babosa-de-arbusto, Caraguatá, Caraguatá-de-jardim, Erva-babosa, Erva-de-azebra.

Nome científico: Aloe arborescens.

Espécie ameaçada de extinção: ( ) Sim. (x) Não.

MINHAS HISTÓRIAS

Somos consideradas uma planta poderosa há muito tempo.

Antigos muçulmanos e judeus acreditavam que a babosa representava uma proteção para todos os males.

A documentação mais antiga de Aloes foi descoberta em tabletes de argila de Nippur, datados de 2.200 a.C. As pessoas desta época já sabiam do efeito purificador do aloé sobre os intestinos. A medicina dessa época considerava as doenças como castigos de deuses e apenas uma planta divina como nós, aloés, tinha o poder natural de curar os castigos divinos.

Existem registros de uso de babosas no Egito em 1.500 a.C., para embalsamar múmias e curar feridas da pele. E a chamavam de a planta da imortalidade. Seu efeito anti-inflamatório e calmante da dor foram documentados no Papiro Ebers, comprado por Georg Ebers (1873-74) em Luxor. O papiro foi escrito em 1.550 a.C. (mas é cópia de edições mais antigas) e apresenta doze receitas usando aloes para curar problemas de saúde humanos.

Páginas do Papiro Medicinal Egípcio (1.500 a.C.) comprado por Georg Ebers.

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COMO ME RECONHECER?

Sou uma planta suculenta muito versátil e popular, com aplicações medicinais, cosméticas e paisagísticas.

Meu porte é arbustivo, atingindo de 0,5 a 3 metros de altura.

O meu caule é ramificado e com base lenhosa.

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As folhas se apresentam dispostas em roseta e são longas, carnosas, de cor verde azulada e com bordos denteados por espinhos agudos. Quando cortadas, as folhas revelam uma seiva transparente, como um gel.

Eu floresço no inverno, despontando inflorescências altas, eretas e muito vistosas. As inflorescências são do tipo “cachos (rácemos), com numerosas flores vermelhas, laranjas ou amarelas, tubulares e bastante atrativas para beija-flores e abelhas.

Os meus frutos são do tipo cápsula.

HABITAT / ORIGEM

Tenho centenas de “primas”, outras espécies de babosa, a maioria de origem africana, pertencentes à Família das Liliáceas.

As espécies mais conhecidas como medicinais são a Aloe vera, que nasce em forma de tufo e produz flores amarelas.

Eu sou a Aloe arborescens, nascendo em torno de um pequeno tronco e minhas flores são  alaranjadas e vermelhas. Além da diferença na disposição das folhas, eu tenho espinhos mais proeminentes nas bordas das minhas folhas.

NATUREZA, HISTÓRIA E ARTE

Atualmente, sou mais conhecida na cultura popular como excelente para fortificar, dar brilho e evitar a queda dos cabelos, além de aliviar queimaduras e ajudar na cicatrização. Dizem que esse era o grande segredo dos belos cabelos da Rainha Cleópatra.

Tenho sido amplamente utilizada na indústria de cosméticos, no preparo de cremes, xampus, loções, sabonetes e máscaras.

Sou também excelente desodorante e removedor de impurezas da pele.

CUIDADOS E SAÚDE

A babosa Aloe vera, é um grande purificador do sangue. Ela é rica em nutrientes, como lignina, saponinas, minerais, cálcio, potássio, magnésio, zinco, sódio, cromo, cobre, cloro, ferro, manganês, betacaroteno (pró-vitamina A), vitaminas B6 (piridoxina), B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3, E (alfa tocoferol), C (ácido ascórbico), ácido fólico e colina.

E pesquisas tem demonstrado sua eficiência contra alguns tipos de bactérias.

REFERÊNCIAS

  • KINUPP, V.F., LORENZI, H. (2017) Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Reimpressão, São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.
  • LORENZI, H. (2015) Plantas para jardim no Brasil – herbáceas, arbustivas e trepadeiras. 2ª ed., São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.
  • LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa, SP, Editora Plantarium, 1a edição, 1992.
  • SCARANO, Fabio R. et al. Biomas brasileiros: retratos de um país plural, Rio de Janeiro. Casa da Palavra, 2012.

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