Imbê, a banana de macacos e morcegos.

Passeios pelo Jardim Didático Maria de Lourdes Barreto Santos.

Nos visitem na área Jardim Didático Mata Atlântica.

Imbê, Jardim Didático Maria de Lourdes Barreto Santos, © Paulo Henrique Colonese, 2020.

MINHA IDENTIDADE

Nome popular: Imbê.

Outros nomes: banana de macaco, guaimbê, manacá, bambu-do-brejo, imbê, banana de imbê, banana-de-morcego, banana-do-brejo e banana-do-mato, banana-de-bugre e aningaiba.

Nome científico: Philodendron bipinnatifidum.

Espécie ameaçada de extinção: ( ) Sim. (x) Não.

MINHAS HISTÓRIAS

Pertenço a um grupo bem antigo de plantas. Os registros fósseis de meus antepassados remontam a cerca de 70 milhões de anos atrás.

Me chamam de banana de morcego, um de meus grandes polinizadores. Olha o que um deles deixou em uma de minhas folhas. Escute aqui o aviso de alimentação. de uma espécie de morcego.

COMO ME RECONHECER?

Sou uma planta da família das aráceas.

Minhas folhas são espetaculares! Gigantes, elas são profundamente recortadas, o que me torna uma planta escultural e diferente. Além disso, as minhas folhas presentam uma coloração verde escura e são muito brilhantes.

Minhas raízes são aéreas, partem do tronco em direção ao chão.

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Costumo atrair pássaros e borboletas.

Posso me reproduzir por meio de sementes e filhotes que nascem da planta mãe no verão.

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HABITAT / ORIGEM

Sou nativa da Mata Atlântica, você pode me encontrar no Paraguai e no sul e sudeste do Brasil.

Sou parecida e me confundem com a Costela de Adão (Monstera deliciosa) e a e filodendro-xanadu, mas não somos do mesmo gênero, mas não tenho furos nas folhas e os meus recortes são mais finos e ondulados.

Gosto de regada duas vezes por semana, com o solo sempre úmido, sem encharcar. E também adoro receber borrifadas de água. O uso de um umidificador de ar ajuda a simular o clima úmido da floresta, que eu adoro.

NATUREZA, HISTÓRIA E ARTE

Usam as minhas grossas e longas raízes para a confecção de cestos, barbantes, e outros apetrechos.

Nosso grupo de plantas inspira artistas e escultores em todo o mundo, tais como Henri Matisse, Heidi Norton, os fotógrafos David Fairchild e Karl Largerfeld, o arquiteto e pintor Roberto Burle Marx.

CUIDADOS E SAÚDE

Sou uma planta moderadamente tóxica (principalmente as minhas folhas) cujo princípio ativo é o oxalato de cálcio.

Sou usada na pesca entre os nativos e remanescentes do meio rural brasileiro em pequenos rios e lagoas: o caldo de minhas folhas, maceradas é jogado nas águas, o que provoca o entorpecimento dos peixes que, assim, flutuam na superfície, bastando então a coleta.

Sou importante nas culturas indígenas do Paraguai, norte da Argentina e do Brasil.  Em 1971, Crisci & Gancedo discutiram o uso de minhas raízes para ligação e de minhas bagas como um alimento doce e fonte medicinal.

Em 1890, Peckolt & Peckolt descreveram minhas propriedades medicinais sob os nomes P. bipinnatifidum e P. selloum.

REFERÊNCIAS

  • KINUPP, V.F., LORENZI, H. (2017) Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Reimpressão, São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.
  • LORENZI, H. (2015) Plantas para jardim no Brasil – herbáceas, arbustivas e trepadeiras. 2ª ed., São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.
  • LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa, SP, Editora Plantarium, 1a edição, 1992.
  • SCARANO, Fabio R. et al. Biomas brasileiros: retratos de um país plural, Rio de Janeiro. Casa da Palavra, 2012.
  • RECH, André Rodrigo; AGOSTINI, Kayna; OLIVEIRA, Paulo Eugênio; MACHADO, Isabel Cristina (Organizadores). Biologia da Polinização. Editora Projeto Cultural, 1a. edição, 2014, 514 páginas.
  • CIÊNCIA VIVA, Pavilhão do Conhecimento, Portugal. Projeto Conhecer Morcegos.
  • ACADEMIA CIÊNCIA VIVA, Pavilhão do Conhecimento, Portugal, Projeto Investigando Morcegos.

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