Câmeras Escuras, Árvores e Eclipses Solares

OBSERVANDO UM ECLIPSE SOLAR DE FORMA SEGURA

Um dos usos das câmeras (salas) escuras foi na observação de eclipses solares em Astronomia.

Jemme Reinierzoon (ou Jemma filho de Reinier, 1508-1555) nasceu em Dokkum na Friesland em 9 dezembro de 1508. É mais conhecido pelo seu nome latinizado Gemma Frisius, uma versão onomatopoeica de seu nome de nascimento mais o topônimo Frisius para Friesland (atual Holanda). 

Ele fez um esboço da observação de um Eclipse Solar ocorrido em 24 de janeiro de 1544, usando uma câmara escura.

Gemma Frisius, uma reprodução do século XVII por E. de Boulonois. Fonte Wikipedia.

Na ilustração, vemos uma câmara escura com um furo na parede lateral, pois o Sol estava próximo do horizonte. No caso do Sol, estar mais alto no céu, pode-se fazer o furo no teto e observar a imagem no chão ou numa parede, dependendo da inclinação da altura do Sol no momento do eclipse.

Simulação do eclipse solar de 24 de janeiro de 1544, na região dos Países Baixos. Fonte Planetário Stellarium.
Simulação do eclipse solar de 24/01/1544, visto e registrado por Gemma Frisius. Fonte Planetário Stellarium.

Com a simulação do eclipse (imagens acima), percebemos que na região onde Gemma observou, janeiro é um período de inverno onde o Sol fica o dia todo bem baixo próximo ao horizonte, permanecendo um tempo curto no céu. Isto torna a ilustração coerente com o furo numa parede lateral voltada para a região sudeste (de leste ao sul).

Esta talvez seja a forma mais segura de observar um eclipse, sem o risco de danos à visão ou aos olhos. Pois, devemos olhar para a imagem formada por um pequeno furo.

OBSERVANDO O ECLIPSE SOLAR de 14/12/2020 do ESPAÇO CIÊNCIA VIVA.

Hoje, o Prof. Miguel Sette Câmera, físico do Espaço Ciência Viva, registrou o eclipse solar parcial, visto aqui no Rio de Janeiro em vários ambientes do nosso galpão e jardim em nossa sede na Tijuca.

No eclipse de hoje, o Sol estava mais alto no céu do Rio de Janeiro, o que torna furos em telhas e telhados perfeitos para a formação de imagens do eclipse parcial. Fonte: Planetário Stellarium.

O teto de nosso galpão possui alguns furos, e isto transformou algumas de nossas salas e galpão em uma câmara escura para observação do Sol.

Isto permitiu ao Prof. Miguel Sette Câmera fazer belos registros do Eclipse Solar Parcial.

Além disso, o Prof. Miguel (com Câmera até no nome!) também registrou uma coleção natural de pequenos furos que formam centenas de imagens do eclipse solar parcial na sombra de uma árvore.

Observe os vários meios sóis formados no interior da sombra de uma árvore!

E, ainda, um espetáculo inesperado…

Provocado pelas frestas de um respirador giratório no teto do galpão.

Prepare câmeras escuras ou salas escuras. Mas não espere o próximo eclipse.

As imagens do Sol, e quem sabe, suas manchas solares são outro espetáculo imperdível.

Para aprender mais sobre câmeras escuras e formação de imagens, visite a nossa página

Você vai se surpreender e iluminar com essas aventuras!

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