Oceânicas pioneiras: Sylvia Alice Earle

Capa: (recorte) Dra. Sylvia Earle experimenta um capacete de plástico encontrado em escombros no Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Atol Midway – a ‘janela’ para o Monumento Nacional Marinho Papahanaumokuakea. Earle foi fundamental no encaminhamento da causa de proteção desta área. 2012. Crédito: Bonnie L. Campbell /USFWS. In Wikipedia. Licença CC BY 2.0.

Coleção Oceânicas Pioneiras.

Este material foi traduzido para português do Projeto Oceánicas que desenvolve várias atividades para celebrar e preservar o oceano.

Um dos trabalhos do projeto é  Oceánicas: pioneras de la oceanografía onde contam a história de 10 cientistas ilustres, algumas delas bastante esquecidas e desconhecidas. Desde a primeira e única mulher que deu a volta ao mundo durante a época das grandes explorações até mulheres atuais que lideram a luta pela Conservação do Oceano – grande sonho da Década do Oceano (2021-2030) que se inicia esse ano.

Todas as Oceânicas são referências maravilhosas, necessárias e inspiradoras às jovens que sonham ser cientistas e pesquisadoras marinhas. A Mudança Climática, a Sobrepesca e a Contaminação ameaçam transformar o oceano para sempre. Isto torna o acesso equitativo de mulheres e homens a todos os campos das ciências marinhas, incluindo a sua presença em postos de responsabilidade, mais necessário do que nunca.

Temos um desafio enorme e precisamos contar com todos os talentos da humanidade, Para nos inspirar, vamos conhecer hoje mais uma mulher, cientista marinha autodidata – uma Argonauta do Oceano.

Bióloga, exploradora e ativista em defesa do oceano

Sylvia Alice Earle nasceu em Nova Jersey em 1935, mas com apenas 12 anos foi com a família para a Flórida, para morar em uma casa à beira-mar, o que marcaria sua vida para sempre.

 A fauna e a flora que chegavam ao litoral chamaram muito sua atenção até que, aos 17 anos, fez seu primeiro mergulho e pôde ver o mar por dentro.

Sylvia se formou em Botânica e acabou fazendo sua tese de doutorado sobre algas no Golfo do México, trabalho em que coletou mais de 20 mil exemplares.

Em 1964, ela fez parte da primeira expedição que explorou o fundo do mar das Ilhas Seychelles, a única mulher em 70 homens. 

Dois anos depois, também participou da exploração das Ilhas Galápagos e, aos poucos, conseguiu chegar a lugares onde antes não havia ninguém.

Ela foi a primeira pessoa a caminhar no fundo do mar com quase 400 metros de profundidade.

Dra. Sylvia Earle exibe amostras para aquanauta dentro do TEKTITE.  Foto na National Geographic em agosto de 1971. OAR / Programa Nacional de Pesquisa Submarina (NURP). Acervo NOAA Photo Library. In Wikipédia. Licença Domínio Público.

Mais tarde, junto com um engenheiro, ela projetou um submarino com o qual desceriam a mais de 1.000 metros de profundidade.

Entre os marcos dessa pioneira está o fato de ser a primeira mulher a liderar a NOAA, uma das instituições mais prestigiadas do mundo para o estudo do oceano, cargo que ela deixou para denunciar publicamente o desinteresse do governo dos Estados Unidos em defender a marinha ambiente.

Sylvia tem 83 anos, passou mais de 7.000 horas submersas e hoje continua lutando e trabalhando por um oceano cheio de vida.

Dra. Sylvia Earle e Wyland compartilham seu primeiro mergulho juntos no Midway Atoll National Wildlife Refuge. 2012. Crédito USFWS – Região do Pacífico. Commons Wikipedia /Flickr. Licença CC BY NC 2.0.

Até a próxima Oceânica!

O texto original pode ser obtido aqui.

E o livro completo com as 10 Oceânicas Pioneiras aqui.

Todo o material original está disponível com a Licença Creative Commons CC BY NC ND. 2021 – Licencia CREATIVE COMMONS Reconocimiento-NoComercial-SinObraDerivada 4.0 Internacional

Para saber mais

Assista sua palestra no TED em defesa dos Oceanos (legendado).

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