Olhe para Cima: Céu de Abril

O que podemos observar no céu terrestre de abril?

Algumas conjunções (encontros astrais) e uma surpresa escondida na Ursa Maior.

Céu em meados de abril, por volta das 22h. Indicando o ponto Zênite (Z) mais alto do céu da cidade do Rio de Janeiro.

No início de abril, Vênus, Marte e Saturno formam um trio no sudeste antes do nascer do Sol, na direção da Constelação Ocidental de Capricórnio, com Saturno parecendo se mover constantemente em direção a Marte a cada dia.

Em 1º de abril, eles estão a alguns “dedos” de distância.

Alinhamento de Planetas antes do Sol nascer. Aventuras Astronômicas nas madrugadas de abril.

Trio de planetas em Capricórnio.

Trio de planetas em Capricórnio (planetas em escala ampliada).
Distância angular entre os planetas.

E no dia 4, Saturno e Marte estão separados por menos do que a largura angular da Lua Cheia.

Encontro de Marte e Júpiter. (planetas em escala ampliada).

Saturno então segue em frente, aumentando sua separação de Marte a cada dia, à medida que uma nova adição ao céu matinal faz sua estreia.

No meio do mês, Júpiter está começando a subir ao amanhecer, formando um quarteto de planetas, enfileirados em uma linha no céu da manhã.

Júpiter antes do Sol nascer no horizonte. (planeta em escala ampliada)

Indo para a última semana de abril, Júpiter estará alto o suficiente acima do horizonte uma hora antes do nascer do Sol para torná-lo mais facilmente observado.

Um encontro muito brilhante. (planetas em escala ampliada).

Os dois planetas mais brilhantes do céu, Vênus e Júpiter, estão indo para sua própria conjunção ultra-próxima em 30 de abril, semelhante ao encontro de Marte e Saturno no início do mês. Na verdade, eles se aproximam quase à mesma distância angular.

Distância angular de Júpiter e do Sol ao nascer. (em escala ampliada, e com luz atmosférica desativada).

É claro que os planetas estão realmente distantes no espaço, e só parecem se aproximar ou se afastar no céu à medida que nossa visão deles no sistema solar muda de mês para mês.

Se você se lembrar da grande conjunção de Júpiter e Saturno no final de 2020, essas conjunções não são tão próximas assim, mas ainda são realmente impressionantes e farão vistas emocionantes no céu da manhã.

Então, definitivamente, tente observá-los e fotografá-los, se puder!

As Constelações da Ursa Maior e do Dragão são muito famosas e observadas no hemisfério Norte. No hemisfério sul, Rio de Janeiro, não conseguimos observá-las completamente.

Oportunidade de ver o Dragão e a Ursa do Norte.

Mas durante a madrugada (por volta das 2h-4h), teremos a chance de ver parte delas bem próximas ao horizonte, na direção do ponto cardeal Norte. O Dragão é visto mais completo, e os cariocas e fluminenses poderão ver a ponta da cauda da Ursa Maior.

Quer você a chame de Ursa Maior ou Arado, é provavelmente o padrão mais familiar de estrelas brilhantes no céu do hemisfério norte. A Ursa Maior é uma referência muito útil para se nortear no céu, mas como não podemos vê-la, não pode nos sulear no hemisfério sul.

Sua cauda contém uma surpresa escondida: uma de suas estrelas são na verdade duas. Ou, na verdade, seis… Vamos detalhar…

Uma estrela que são seis!

O que à primeira vista parece uma única estrela brilhante aqui, no meio da cauda da Ursa Maior, é uma estrela dupla: Mizar e Alcor. Da próxima vez que você tiver uma chance, tente ver se você pode percebê-las como duas estrelas com seus próprios olhos. Depois de experimentar, pegue os binóculos, se os tiver, o que os mostrará facilmente como estrelas separadas.

Os dois sistemas estelares estão separados por cerca de um ano-luz e estão localizados a 80 a 90 anos-luz de distância do nosso sistema solar, com a Alcor levando pouco menos de um milhão de anos para completar uma órbita em torno de Mizar.

Muitas estrelas estão unidas pela gravidade em pequenos grupos, especialmente em pares – ou binários – que orbitam umas às outras. Mas geralmente é preciso um telescópio para poder vê-los como estrelas separadas. Mizar e Alcor são um raro exemplo de estrela dupla que você pode ver como um binóculos, sem o auxílio de um telescópio.

Com telescópios modernos, isso fica mais interessante: embora apareçam como um par próximo de duas estrelas, na verdade são seis. Alcor é um par binário de estrelas, enquanto Mizar é na verdade quatro estrelas – dois pares de binários. Então encontrar as estrelas “duplas” incomuns Mizar e Alcor na Ursa Maior em abril, é, na realidade, um sistema de seis estrelas.

E quem pode nos sulear no hemisfério sul?

Constelações Ocidentais ao redor do Polo Celeste Sul, acima do horizonte, na direção do ponto cardeal Sul.

No hemisfério sul, temos na direção do ponto cardeal Sul, as magníficas Constelações do Centauro, Cruzeiro do Sul e as três regiões do Barco a sulear os navegadores e exploradores dos mares e territórios dessa face da esfera celeste. Não deixe de observá-los, sempre na direção do ponto cardeal Sul.

E onde está o Sol?

No início de abril, o Sol estará na direção da Constelação de Peixes, com Mercúrio bem ao seu lado.

E vai terminar o mês de abril, na direção da Constelação de Áries, em companhia da Lua Nova, bem próximos da cabeça da Constelação Cetus (Baleia) que apavorava os gregos antigos.

E, por falar em Lua, a gente precisa ver o Luar, já dizia o poeta…

A Lua Nova, começa o mês de abril, sempre na direção do Sol, neste mês na direção da Constelação de Peixes.

E na semana seguinte, já estará em seu encontro mensal com os Gêmeos, dessa vez, em sua fase crescente.

Em meados do mês, será a vez do encontro com Espiga, a brilhante estrela da Constelação de Virgem. A Lua Cheia rivalizando com o brilho de Espiga.

Na semana seguinte, já estará, em sua fase Lua Minguante, entre as Constelações de Sagitário e de Capricórnio.

E, finalmente, vai encerrar o seu ciclo mensal, passeando pelas Constelações Zodiacais e proximidades, novamente em sua fase Lua Nova, na direção da Constelação Ocidental de Áries.

Lua Nova se aproximando do Sol, ao final de abril. (escala ampliada).

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