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SUMMARY:Dia Nacional da Fotografia
DESCRIPTION:O Dia Nacional do Fotógrafo ou Dia Nacional da Fotografia é comemorado anualmente em 8 de janeiro. \nA data celebra o profissional responsável em captar uma fração de segundo e eternizá-lo. O fotógrafo pode atuar na publicidade\, jornalismo\, cinema e ainda no campo artístico. \nNo Brasil\, a profissão de fotógrafo não é regulamentada\, porém há tentativas de oficializar a atividade\, criando cursos de ensino superior em fotografia\, classificando os profissionais como bacharéis ou licenciados em fotografia. \nOrigem do Dia Nacional da Fotografia\nA data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia  tem sua origem no ano de 1839\, quando\, em 7 de janeiro\, na Academia de Ciências da França\, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia.  A primeira câmera fotográfica se chamava Daguerreótipo. Foi inventada por um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851) e apresentada ao mundo em 19 de agosto de 1839\, na Academia de Ciências da França\, em Paris. O que torna essas duas datas marcas de comemorações da invenção do daguerreótipo. \n“A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de quatro meses depois do anúncio da descoberta\, foi publicado no Jornal do Commercio\, de 1º de maio de 1839\, sob o título “Miscellanea”\, na segunda coluna\, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872)\, escrita em Paris em 9 de março de 1839\, para o editor do New York Observer\, que a publicou em 20 de abril de 1839. \nA introdução da daguerreotipia no Brasil se deu com a chegada do navio L’Oriental-Hydrographe\, navio-escola da Marinha Mercante da França\, em fins de 1839\, sob o comando  do  capitão Augustin  Lucas (1804-1854?)\, que havia estado no ateliê de Daguerre em 1839. A viagem de circunavegação pensada como uma escola flutuante começou a ser planejada em 1838\, quando seu projeto\, pedagógico e mercantil\, foi apresentado ao ministro da Marinha francesa\, Claude Rosamel (1774 – 1848). \nSegundo a historiadora Maria Inez Turazzi\, a presença do daguerreótipo a bordo assim como a de outros instrumentos inovadores\, não foi casual ou improvisada\, porém fruto de uma complexa rede de interesses diplomáticos\, transações comerciais e intercâmbios científicos. É possível afirmar que a viagem de circunavegação do Oriental-Hydrographe teve início com a expectativa de consagrá-la como a primeira do gênero a utilizar a fotografia como meio de registro da experiência.  \nO Estatuto de admissão ao navio Hydrographe que fará a volta ao mundo sob o comando do capitão Lucas informa que os alunos a bordo seriam divididos em quatro seções\, de acordo com o grau de instrução que tivessem recebido a partir de um exame realizado por professores de diferentes disciplinas antes do embarque. Esses professores pertenceriam aos quadros da universidade e estariam associados à expedição. Os alunos fariam estudos iguais aos dos colégio reais e aprenderiam línguas estrangeiras e conhecimentos específicos de marinha e comércio durante a viagem. \nO L’Oriental\, um navio de três mastros\, partiu do porto de Paimboeuf\, nas proximidades da cidade francesa de Nantes\, em 25 de setembro de 1839\, com cerca de 80 pessoas a bordo\, entre tripulação e passageiros. A previsão de duração da viagem era de dois anos e meio. Durante o mês de outubro\, atracou em Lisboa\, no dia 7\, e na Ilha da Madeira\, no dia 23. Posteriormente\, fez escalas em Tenerife e na Ilha da Goreia (Senegal)\, de onde veio para o Brasil. \nChegou no Recife\, em 30 de novembro (Diário de Pernambuco\, 2 de dezembro de 1839\, última coluna)\, tendo zarpado no dia 4 de dezembro rumo a Salvador\, onde chegou no dia 7 (Correio Mercantil (BA)\, 10 de dezembro de 1839\, segunda coluna)\, permanecendo até 17 de dezembro (Correio Mercantil (BA)\, 18 de dezembro de 1839\, última coluna) – entre essas duas cidades brasileiras ocorreu a única morte registrada da viagem\, a de um estudante belga. \nO navio chegou no Rio de Janeiro\, em 23 de dezembro de 1839\, quando foi identificado como um colégio flutuante\, um navio-escola que promovia uma expedição didática- científica (Jornal do Commercio\, 25 de dezembro de 1839\, terceira coluna e Jornal do Commercio\, 28 de dezembro de 1839\, terceira coluna). No navio havia marinheiros capazes e professores hábeis\, reunidos pelo capitão para iniciar os alunos a bordo nas primeiras noções da marinha e do comércio. \nDentre eles estava Francisco Sauvage\, inventor do phisionotypo\, um novo modo de suprir a escultura\,  (Correio Mercantil (BA)\, 13 de dezembro de 1839\, terceira coluna) e o abade francês Louis Comte (1798 – 1868)\, que viria a  ser o responsável pelas primeiras demonstrações da daguerreotipia no Brasil (Jornal do Commercio\, de 17 de janeiro de 1840\, primeira coluna). \nO médico em chefe da expedição deu consultas para moléstias de olhos no Hotel Europa\, que ficava na rua do Carmo\, esquina com a rua Ouvidor (Jornal do Commercio\, 28 de dezembro de 1839\, terceira coluna). Em 26 de janeiro\, o L´Oriental partiu para Montevidéu\, no Uruguai (Jornal do Commercio\, 27 de janeiro de 1840\, última coluna) e de lá seguiu para Valparaíso\, no Chile\, onde naufragou quando deixava a cidade\, em 23 de junho de 1840. Tudo foi recuperado e não houve vítimas (Jornal do Commercio\, 14 de agosto de 1840\, primeira coluna). \nO abade Comte permaneceu em Montevidéu ensinando daguerreotipia até 1847. Posteriormente\, alugando armazéns na área portuária\, acumulou uma fortuna e voltou para a França\, onde faleceu\, em 22 de setembro de 1868. Está enterrado no cemitério de Sampans\, na França. \nO abade Comte\, encarregado pela assistência intelectual e espiritual e pelo ensino de religião\, música e canto durante a viagem\, produziu alguns daguerreótipos\, em 16 de janeiro de 1840\, e\, alguns dias depois\, apresentou o invento a Dom Pedro II (Jornal do Commercio\, 20 de janeiro de 1840\, terceira coluna). Foi com o próprio Daguerre que o abade havia aprendido a daguerreotipia. \nEm março de 1840\, D. Pedro II adquiriu um daguerreótipo\, provavelmente o primeiro da América do Sul. \nPor sediar o Império\, o Rio de Janeiro foi a capital da fotografia no Brasil. \nO imperador\, grande entusiasta da nova invenção\, foi retratado por diversos fotógrafos\, dentre eles Marc Ferrez (1843-1923) e Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)\, tendo conhecido praticamente o trabalho de todos eles. \nA fotografia passou a ser o instrumento de divulgação da imagem de Dom Pedro II\, moderna como queria que fosse o reino\, segundo comenta Lilia Moritz Schwarcz no livro As barbas do Imperador: D. Pedro II\, um monarca nos trópicos\, e tornou-se também mais um símbolo de civilização e status. Foi um dos primeiros monarcas a oferecer seu real patrocínio a um fotógrafo\, juntamente com a rainha Victoria da Inglaterra (1819 – 1901)\, quando\, em 1851\, permitiu que Buvelot & Prat\, que haviam realizado uma série de daguerreótipos de Petrópolis – todos desaparecidos – usassem as armas imperiais na fachada de seu estabelecimento fotográfico”. \nFonte: Andrea C. T. Wanderley\, 2019. Brasiliana Fotográfica. Louis Compte.  Disponível em https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=louis-compte.
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