Capa: Boto cor de rosa. Inia geoffrensis ssp. geoffrensis. © bewambay, 2014. Acervo iNaruralist. Licença CC-BY-NC-4.0.
SCIENCE FILM FESTIVAL 2025
O documentário “Expedição Araguaia”, foi selecionado para exibição pública e gratuita em mais de 120 países na sétima edição do festival de filmes científicos SCIENCE FILM FESTIVAL 2025!
SCIENCE FILM FESTIVAL 2025: Conheça todos os filmes selecionados e como exibir em sua escola, museu ou instituição em https://www.goethe.de/prj/sff/pt/lae/sak/bra.cfm.
O filme pode ser solicitado para exibição (dublado em português) ao SCIENCE FILM FESTIVAL pelo Formulário de inscrição.
Ou pode ser visto diretamente no Canal do Projeto Araguaia Vivo:
Conheça também o Projeto Araguaia Vivo 2030, em seu site, clicando aqui. https://araguaiavivo.thetwra.org/ e sua galeria de imagens e de vídeos.
E a entrevista com Mariana Telles sobre o Projeto Araguaia Vivo 2030, no canal TV UFG: https://youtu.be/PFSpin7Q4u8?si=GvLCIgY-10rVOxvH
Entrevistados
O vídeo apresenta cientistas, moradores e apaixonados pelo Rio Araguaia, envolvidos na Expedição Araguaia Vivo:
Mariana Pires de Campos Telles – Bióloga e Pesquisadora
Ludgero Cardoso Galli Vieira – Biólogo e Pesquisador
José Francisco Gonçalves Júnior -Pesquisador e Presidente da TWRA
João Carlos Nabout – Biólogo e Pesquisador
Lígia Pereira Borges de Mesquita -Pesquisadora Macrófitas Aquáticas
Cristiane Gonçalves de Moraes – Pesquisadora Botos
Lorena Lana Camelo Antunes -Pesquisadora Flora
Fernanda Fraga Rosa – Pesquisadora Flora
Ana Clara Diniz – Publicitária
Fabrício Barreto Tereza – Pesquisador de Turismo e Pesca
Carlos Leite – Parceiro Expedição
Leidiane Ramos de Matos – Pesquisadora Local
Mônica Matos – Pesquisadora Local
Carlos Augusto Pereira de Almeida – Comandante da Embarcação
Crispim – Barqueiro Ribeirinho
Irany – Moradora de Luiz Alves
Gracino Pereira de Sousa – Morador de Luiz Alves
Tyelle Costa de Oliveira – Moradora de Luiz Alves
Célia Regina de Oliveira Farias – Moradora de Aruanã
Lidiane Giovaneli – Professora de Aruanã
Valdenir Batista (Tenir) – Barqueiro de Aruanã
Wanderson Santana – Presidente da Associação de Barqueiros de Luiz Alves
Transcrição do Vídeo
Ludgero Vieira (Biólogo e pesquisador)
Nós estamos com a maior expedição já realizada no Brasil.
Mariana Teles (Bióloga e pesquisadora)
A expedição, neste ano, está bem maior do que nos anos anteriores. A gente conseguiu juntar cerca de 30 pesquisadores de diferentes áreas.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
É o maior projeto de bacia hidrográfica que o Brasil tem.
A EXPEDIÇÃO ARAGUAIA!
Mariana Teles (Bióloga e pesquisadora)
A expedição nasceu de uma junção de várias iniciativas que estavam sendo desenvolvidas aqui no Rio Araguaia por pesquisadores, principalmente da parte de biodiversidade.
Existe uma lacuna muito grande de conhecimento em todas as áreas, quando a gente pega a extensão toda da bacia, que é uma extensão muito grande, e que representa muito para o Brasil, em termos de conectar biomas diferentes, manter esses biomas bem conectados e com a saúde da biodiversidade, das águas, das cidades, das pessoas que aqui habitam, isso com certeza tem um reflexo para o mundo.
Ludgero Vieira (Biólogo e pesquisador)
Agora, o Araguaia, diferentemente, por exemplo, do seu meu irmão Rio Tocantins, diferentemente do Rio Paraná, ele não tem nenhuma hidrelétrica construída ao longo de seu canal principal. Ao longo dos seus 2.100 km de extensão, desde a nascente até a Foz, ele continua ainda funcionando de forma natural.
A gente conseguiu uma coletânea de grandes cientistas, de grandes pesquisadores, em diferentes áreas do conhecimento e trouxemos eles para dentro do Araguaia.
Nós estamos no coração do Brasil, é no Médio Araguaia, 3.150 quilômetros rios, 6 principais afluentes, 150 lagos coletados, mais de 15 grupos biológicos analisados. E além disso, tudo, ainda promovendo uma interação com a sociedade, com as comunidades locais.
Lorena Antunes (Pesquisadora Flora)
O que se aprende de geração para geração é um conhecimento enorme.
Fernanda Rosa (Pesquisadora Flora)
Nós tivemos uma grata surpresa de encontrar um barqueiro muito apaixonado pelo cerrado que nos guiou para encontrar várias coisas muito preciosas.
Tenir (Barqueiro de Aruana)
O cerrado é tudo é vida, né?
Fernanda Rosa (Pesquisadora Flora)
A gente quer passar o nosso conhecimento para eles e a gente quer entender sobre o conhecimento deles.
Tenir (Barqueiro de Aruana)
É uma árvore chamada embaúba, ela dá o fruto, né? Essa parte aqui, só que ela é uma bebê, quando ela é madura, ela cai dentro da água e se torna uma “selva” de peixe. A gente “usa ela” para pegar os peixes pacu, piau, sardinha.
Crispim (Barqueiro ribeirinho)
A gente sempre gosta de falar o que a gente chama de “Mãe Araguaia”, pois ela supre todas as nossas necessidades.
Gracino de Sousa (Morador de Luiz Alves)
Araguaia é uma mãe, para nós é tudo.
Wanderson Santana (Presidente da Associação de Barqueiros de Luiz Alves)
É minha vida, é meu sustento.
Irany (Moradora de Luiz Alves)
Criei meus filhos, tudo aqui, moro aqui.
Lidiane Giovanelli (Professora de Aruana)
O Araguaia representa a minha vida.
Monica Matos (Pesquisadora local)
Nós somos daqui, nós temos história, nossos parentes têm história, então Araguaia é a nossa vida.
Ludgero Vieira (Biólogo e pesquisador)
Esse Araguaia para mim fez parte da minha infância.
As melhores lembranças da minha vida, quando paro pra pensar, estão aqui.
Lidiane Giovanelli (Professora de Aruana)
Nascer, ser criada, à beira de um rio, é uma coisa diferente, que só quem vive é quem sabe.
Fernanda Rosa (Pesquisadora Flora)
Quem vive no Cerrado, quem vive do Cerrado, é uma pessoa muito feliz.
Tenir (Barqueiro de Aruana)
Eu aqui tenho muitos anos, e cada vez, é um aprendizado a mais, né?
O Araguaia, pra mim, não tem nem palavra, só gratidão.
Celia Farias (Moradora de Aruana)
E o Araguaia é uma coisa, assim, especial, para muita gente.
E para nós daqui também, ele é o nosso sustento.
Carlos Leite (Parceiro de Expedição)
O Araguaia, para mim, assim, é uma paixão indescritível.
Quando eu conheci, para mim foi uma tremenda surpresa, porque eu encontrei um ecossistema ainda muito preservado.
Irany (Moradora de Luiz Alves)
Tem muitas belezas, né?
Praia, peixe, pássaros, ilhas, né?
Às vezes você vai num lugar que tem árvores enormes.
Ludgero Vieira (Biólogo e pesquisador)
Nós temos a maior ilha fluvial do mundo, que é no Bananal.
Uma planície toda alagada, produtiva, muita água disponível, muita radiação solar, muito nutriente. Então, ali tem uma coisa já alta que favorece uma grande biodiversidade.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
É um ambiente fabuloso.
É difícil retratar em fotos, em vídeos e em palavras o que é o Araguaia, a dimensão dele, a beleza cênica, a biodiversidade.
Tyelle Oliveira (Moradora de Luiz Alves)
Você consegue ver muito o tuiuiú, tem a arara, tem as gaivotas.
Gracino Pereira de Sousa – Morador de Luiz Alves
O tamanduá que já vi nadando muitas vezes, o queixada.
Jacaré nem se fala o tanto que já vi aqui, demais da conta, o sucuri.
Tyelle Oliveira (Moradora de Luiz Alves)
Anta, capivara, além das onças, a preta e a pintada.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
Você vê bichos o tempo todo que a gente só vê na literatura, mas eu queria destacar uma coisa.
Eu queria destacar o Povo do Araguaia. Eu acho que isso é o diferencial do Araguaia.
As pessoas são acolhedoras, simpáticas, são pessoas que amam o Araguaia.
Lidiane Giovanelli (Professora de Aruana)
A gente sempre vê a relação do pessoal ribeirinho aqui de muito amor com o rio.
Crespim (Barqueiro de Aruana)
Eu nasci aqui, sou ribeirinho e eu amo o Araguaia.
Eu não dou conta de morar em cidade grande, que nem a gente fala, né?
O Araguaia aqui tem tudo.
Irany (Moradora de Luiz Alves)
O Araguaia é muito rico, nós aqui moramos numa riqueza.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
Todos do Araguaia defendem o Araguaia, falam do Araguaia com orgulho, com amor, como se fosse a vida deles.
Carlos de Almeida (Comandante de Embarcação)
Eu tenho 42 anos de profissão, ainda mais do Rio Araguaia. Eu gosto de zelar da natureza, do peixe, não gosto de ninguém depredar, eu tenho ciúme muito do Rio Araguaia. Eu sou muito apaixonado, sou apaixonadíssimo por “nosso” Araguaia.
Célia Regina de Oliveira Farias – Moradora de Aruanã
Há alguns anos atrás, a gente vivia pesca predatória. Aí, depois que a gente se especializou.
Gracino de Sousa – Morador de Luiz Alves
Através de muitos cursos, muitas conversas, palestras e tudo, a gente viu que o peixe vivo dá mais dinheiro do que era ele morto.
Lidiane Giovanelli (Professora de Aruana)
Eu, como professora, acredito que lá na base, na educação infantil, já começando com essa consciência ambiental, será de extrema importância para a preservação futura do rio. Preservação dos peixes, principalmente, que vem com essa grande onda que é a pesca esportiva, né.
Célia Regina de Oliveira Farias – Moradora de Aruanã
Quando a gente vivia de pesca e matava os peixes, não tinha turismo. As coisas melhoram muito. Então todo mundo hoje quer ser pescador, porque o pescador hoje ele é reconhecido.
Tyelle Oliveira (Moradora de Luiz Alves)
Hoje trabalho com a pesca esportiva, tem um grupo de pesca feminino que estimula várias outras mulheres a pescar, que antigamente era só homens, que praticava esse esporte e hoje todas nós podemos praticar este esporte.
Célia Regina de Oliveira Farias – Moradora de Aruanã
Para a gente é maravilhoso demais pegar o peixe e ter o prazer de soltar. Porque a alegria do turista não é até pegar, mas soltar ainda é mais ainda do que pegar.
Pesca Predatória: É a pesca realizada de forma ilegal ou insustentável, sem respeitar leis ambientais, períodos de defeso, tamanhos mínimos, cotas ou espécies protegidas. Causa grande dano aos ecossistemas, reduz populações de peixes e pode levar espécies à extinção. O objetivo é capturar o máximo possível para consumo ou venda, sem preocupação com conservação.
Pesca de Turismo: Atividade voltada para lazer e turismo, geralmente em regiões com potencial pesqueiro (rios, lagos, mar). Proporcionar experiência ao turista, podendo incluir captura para consumo local ou prática esportiva. Podesoltar, mas não é obrigatório. Depende da legislação local e do tipo de pacote turístico. Em áreas de conservação, costuma ser incentivado.
Pesca Esportiva: Modalidade recreativa com regras específicas, muitas vezes em competições. O foco é na técnica, no tamanho do peixe e na experiência. Não é para alimentação, mas sim pelo desafio e diversão.
Pegar e soltar é regra fundamental. O peixe é capturado, medido/fotografado e devolvido vivo ao habitat, com técnicas para minimizar estresse e lesões.
Por que o “pegar e soltar” é importante?
Mantém populações saudáveis.
Reduz impacto ambiental.
Garante sustentabilidade para turismo e esporte.
Evita sobrepesca e preserva espécies ameaçadas.
Mônica Matos – Pesquisadora Local
A gente trabalha em pesquisa com turistas, e fazemos um pouquinho de educação ambiental com eles.
Leidiane Matos (Pesquisadora Local)
A gente vai no acampamento, como a Mônica disse, com o nosso nosso questionário, a gente entrevista o turista para a gente saber um pouco sobre o perfil do turista. que vem visitar as praias do Rio Araguaia.
Saber a motivação, o que trouxe eles aqui, se eles pretendem voltar para visitar o Rio Araguaia, o que pode mudar e o que está faltando, que eles gostariam que tivesse, que não tem.
Fabrício Teresa (Pesquisador Turismo e Pesca)
O turismo no Vale do Rio Araguaia é bastante importante. Ele é principalmente baseado no turismo de pesca, principalmente pesca esportiva, e o turismo de recreação de praia que acontece especialmente quando o rio está com as águas baixas em que as praias aparecem. Então, nesse período, o Rio Araguaia chega a atrair 2 milhões de turistas na alta temporada.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
O Vale do Araguaia tem todo o ciclo de cheia e seca.
A gente vê o rio crescer.
Vê o rio diminuir e ressurgir com a chegada das chuvas.
Ludgero Vieira (Biólogo e pesquisador)
Imagine,
enche, esvazia,
enche, esvazia, …
Isso lembra o batimento cardíaco, chamado de pulso de inundação.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
E todo o bioma acompanha esse movimento.
Ludgero Vieira (Biólogo e pesquisador)
Então, na cheia, a água sai do canal principal do rio e inunda toda uma planície, toda uma parte terrestre que a gente consegue ver por aqui atrás.
Quando a gente vê toda uma mata, na época de seca, é parte terrestre. Tem terra ali, tem barranco.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
Então, a cada dia que a gente vem aqui, a gente encontra um rio diferente, uma natureza diferente e sempre nos surpreende.
Irany (Moradora de Luiz Alves)
Nós trabalhamos no período da pesca esportiva e na Piracema a gente fica parado, a cidade para.
Fabrício Teresa (Pesquisador Turismo e Pesca)
A atividade turística no Araguaia fica então de março a outubro bastante aquecida, mas a partir de novembro, enquanto a pesca está fechada e o rio está cheio, a gente não tem nenhum turismo de pesca e nem o turismo de praia.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
E o problema do Araguaia não é um problema só ambiental, ele é um problema social. As pessoas precisam entender o que é o Araguaia, como ele pode ser explorado de forma sustentável.
Ludgero Vieira (Biólogo e pesquisador)
Diferentemente de grandes outros rios brasileiros, como o Rio Amazonas, por exemplo, e o Rio Paraná, o Rio Aragua, ele foi esquecido pela comunidade científica, pelos políticos.
Ligia Mesquita (Pesquisadora Macrófitas Aquáticas)
Porque a planície de inundação do Rio Aragua é uma planície muito grande, mas ela é muito pouco estudada.
Lorena Antunes (Pesquisadora Flora)
Como que você vai propor alguma política de conservação, sendo que você não conhece o que tem aqui? A gente conhece o impacto, mas o que tem de biodiversidade? Infelizmente, isso ainda é pouco conhecido.
Tenir (Barqueiro de Aruana)
A gente quase não veio falar sobre o Rio Araguaia e esse trabalho com respeito do Araguaia Vivo está fazendo, está expandindo. Isso é muito gratificante para nós.
Mariana Teles (Bióloga e pesquisadora)
A gente conseguiu agregar o pessoal do turismo, que é uma parte bastante importante da demanda da região, educação ambiental, recursos hídricos.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
Engenheiros, economistas, advogados, sociólogos, historiadores, então. tem realmente uma transdisciplinaridade e as pessoas têm que pegar a sua especialidade e tentar resolver o problema do Araguaia.
João Carlos Nabout (Pesquisador Coletas Limnológicas)
As pessoas que vêm aqui e amostram essas algas e os peixes, são pessoas que já estão há muitos anos estudando, então, requer aí um treinamento profundo.
Ludgero Vieira (Biólogo e pesquisador)
Cerca de 3.500 quilômetros. Correm o Rio Água limpa, o Rio Vermelho, o Rio do Peixe, o Rio Crixás . Esses quatro afluentes drenam o estado de Goiás.
E depois, a gente entra ainda no Rio Cristalino e o Rio das Mortes que estão drenando o Mato Grosso. Mas o barco hotel, ele parte de sul ao norte, ele vai desde Aruanã até depois da Ilha do Bananal, nós passamos na cidade de Caseara (Tocantins). Então, nós percorremos os quatro estados nos quais o Araguaia passa por eles: Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará. Nós temos vários laboratórios montados dentro do barco hotel. Então, o barco hotel é um grande suporte para hospedagem e triagem de material.
Lorena Antunes (Pesquisadora Flora)
Existe muita pesquisa sendo realizada no Brasil e muita pesquisa de ponta. E é muito importante a população brasileira saber disso. E em relação ao cerrado, a população do cerrado também saber disso.
Cristiane Moraes (Pesquisadora Botos)
O boto do Araguaia (Inia araguaiaensis), ele é uma espécie que vive exclusivamente aqui na bacia Araguaia e Tocantins. Se ela desaparecer daqui, ela desaparece em todo o planeta.

Boto-Cor-de-Rosa (Inia geoffrensis). © a_f_r. Acervo iNaruralist. Licença CC-BY-NC-4.0.
Lorena Antunes (Pesquisadora Flora)
Nós, que nascemos no cerrado, precisamos dar mais valor ao que é nosso.
O Brasil é conhecido pela Amazônia, mas essa floresta, ela não existe sem o cerrado.
O Cerrado é o berço das águas do Brasil.
Mariana Teles (Bióloga e pesquisadora)
Que Araguaia que a gente quer para 2030?
E baseado nessa pergunta que foi feita, estabeleça, então, prioridades dentro dessas onze atividades estruturadas no Araguaia Vivo, para a gente conseguir mudar o status de conhecimento na Bacia do Araguaia ao longo desses anos e chegar em 2030 com uma contribuição importante e bem vinculada com a comunidade.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
Talvez esse seja o maior desafio que nós temos hoje. como estabelecer uma comunicação eficiente e que desperte a sociedade que a ciência está ali para resolver os problemas dela.
Ana Clara Diniz (Publicitária)
Viver aqui e viver o rio, viver a comunidade, viver a natureza, é realmente uma experiência imersiva que ajuda a, inclusive, a potencializar todos os resultados, entender melhor quais são as futuras ações e traçar essas estratégias.
Mariana Teles (Bióloga e pesquisadora)
Então, os pesquisadores estão visitando, conhecendo as pessoas. As pessoas da estão participando de ações e de atividades, eles têm retroalimentado aí, então, todo o nosso planejamento, trazendo um pouco dessa troca entre o conhecimento da comunidade e o conhecimento científico.
Wanderson Santana (Presidente da Associação de Barqueiros de Luiz Alves)
É um grande orgulho para mim e uma honra.
A gente está com vários pesquisadores, professores, então não é só um trabalho, é mais um aprendizado também.
José Francisco Junior (Pesquisador e Presidente da TWRA)
Tudo o que a gente faz tem que retornar para a sociedade de alguma forma. A gente quer apontar um caminho que possa trazer a sustentabilidade para o Araguaia.
Mariana Teles (Bióloga e pesquisadora)
Todo mundo quer ouvir daqui, principalmente a comunidade local, deu um significado que eu nunca imaginei que a gente conseguiria alcançar.
E ver na gente, assim, uma esperança para todo mundo ter o Araguaia e poder usar do jeito que gostar. Eu não tinha a dimensão de onde a gente poderia chegar e o quão seria impactante na nossa vida de pesquisador e na vida deles.
Ana Clara Diniz (Publicitária)
E até pensando na minha geração e nas futuras gerações, dos meus filhos, netos, a gente manter o nosso rio vivo, o nosso Araguaia vivo, vai ser realmente assim algo fundamental para que muito mais pessoas possam viver o que a gente vive aqui hoje.
Leidiane Ramos de Matos – Pesquisadora Local
Então é muito importante vocês virem para o Araguaia, que vocês vão conhecer muita coisa boa. Não é só praia e nem só peixe.
Carlos de Almeida (Comandante de Embarcação)
A nossa Araguaia oferece muitas belezas pela natureza. Normalmente, aquele que não conhecem o Araguaia, que vem a primeira vez, sempre volta, volta feliz, volta apaixonado de novo.
Lidiane Giovanelli (Professora de Aruana)
E conhecer o Araguaia é totalmente diferente conhecer uma praia no litoral, pela textura da areia, o cheiro da água, a temperatura. Então, quem não conhece tem que vir conhecer mesmo as praias de água doce, porque é uma delícia.
Carlos de Almeida (Comandante de Embarcação)
Venha conhecer o Araguaia.
É muito bom.
Para saber mais
Cartilha WWF – Estado de Goiás sobre o Boto do Araguaia em https://goias.gov.br/meioambiente/wp-content/uploads/sites/33/2023/03/WWF_Cartilha_Botos_Araguaia-8de.pdf.

