Nossa História

O Espaço Ciência Viva é uma incrível história de paixão e envolvimento pela Ciência e pela Educação. Uma história com muitas alegrias, tristezas, desafios e conquistas e de muita colaboração para manter o nosso sonho em Divulgação e Educação em Ciências vivo!

Convidamos você a conhecer um pouco dessa história.

Para contar brevemente nossa história, vamos organizá-la em três grandes fases do Espaço Ciência Viva. Cada fase marcou um novo avanço e novos desafios para nossa instituição em suas ações de formação e inspiração em ciências, matemática e tecnologia.

Clique nos links abaixo para conhecer cada uma das fases:

Ciência Vida nas Praças: Indo aonde o povo está!

Com a roupa encharcada,
a alma repleta de chão,
Todo artista tem de ir

aonde o povo está.
(Nos bailes da vida, Milton Nascimento, Caçador de mim, 1981).

O Espaço Ciência Viva (ECV) foi fundado em 1982, por um grupo de cientistas, pesquisadores e educadores interessados em tornar a Ciência mais próxima do cotidiano do cidadão comum.

O grupo optou pelos seguintes princípios que orientaram nossas ações:

  • Sair do laboratório, invadir praças, ruas, favelas e escolas, surpreendendo e encantando o cidadão e os cientistas em espaços inesperados.
  • Revalorizar a experimentação, a descoberta e a aprendizagem ativa – processos quase inexistentes na maioria dos espaços educativos formais.
  • Promover a discussão e debate de ideias para a construção social de ideias.

O grupo, então, lançou a Carta Proposta de Criação da Sociedade.

Do grupo fundador, compõem o Comitê Organizador da Sociedade:

  • O Prof. Maurice Jacques Bazin, professor de física da PUC-RJ, na época, que trouxe forte inspiração ao trabalho de divulgação científica inovador e com grande experiência internacional no ensino de ciências e alfabetização científica, com enfoque na interatividade e experimentação.
  • O Prof. Ildeu de Castro Moreira, professor de física do Instituto de Física da UFRJ, grande apaixonado pela História da Ciência que mais tarde, se tornaria um grande expoente da política de Divulgação Científica nacional e atualmente, dirige a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
  • Os professores João Carlos Vitor Garcia e José Carlos de Oliveira, do Observatório Nacional, CNPq, que ajudaram a consolidar o projeto de criação do Museu da Astronomia e Ciências Afins.
  • Os professores Pedro Muanis Persechini e Solange Lisboa de Castro, do Instituto de Biofísica, UFRJ.
  • A Profa. Rosalia Mendez Otero, do Instituto de Biologia, UFRJ.
  • A Profa. Nilza Bragança Pinheiro Vieira, da Escola Municipal Camilo Castelo Branco e autora de livros para Formação em Ciências da antiga Fename.
  • E o Prof. Jair Koiller, do Instituto de Matemática, UFRJ.

O Comitê Organizador propôs uma série de eventos em praças e locais públicos para dar início às atividades da Sociedade. Com o apoio e colaboração de diversas Associações de Moradores e de Bairros do Rio de Janeiro, como a Associação de Moradores da Praça Saens Peña e Adjacências (AMOAPRA), escolas públicas e outras Organizações não governamentais, criamos os primeiros eventos de divulgação em locais públicos, tais como o Dia do Mar, o Dia da Célula, a Noite do Céu, o Dia da Água, o Museu ao Ar Livre, levando dezenas de estudantes universitários e apaixonados pela ciência a compartilhar o prazer pela descoberta e experimentação com o cidadão.

Noites do Céu em praças públicas: uma marca criadora do Espaço Ciência Viva.

Neste momento, surgiu uma parceria importante com a Arte, em especial o teatro, por meio da interação com o grupo teatral “Tá na Rua”, dirigido por Amir Haddad que criou esquetes teatrais inspirados em Galileu Galileu de Bertold Bretch (Noites do Céu) e outras situações sociais, convidando o público a participar e improvisar, construindo o espetáculo com os atores.

Assim, o ECV, invadiu com ciência, arte, alegria e diversão, o paredão da Urca, praças públicas, comunidades carentes e parques urbanos em vários bairros da cidade do Rio de Janeiro e de outras cidades do país.

O ECV nasceu assim, levando a experimentação e interação em ciências para as praças públicas e despertando:

– a curiosidade e questionamento (?),
– a surpresa, o encantamento e o espanto (!),

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que marcam as emoções da descoberta em nossa logomarca.

O Primeiro Museu Interativo de Ciências do Rio de Janeiro.

Mutirão para organização do espaço e galpão. 1986. Em pé: …,…,…,Maria Helena, Alberto Tornaghi, …, …, Solange Castro, Carlos Hiroo Saito, …, …, …, Robson Coutinho, Claudia Coutinho, …, Janete Bolite Frant, Paulo Henrique Colonese, Amit Bhaya, …, …, …, Ruth. Sentados: …, …., Ana Constantino, Miguel Sette e Câmera, Sidnei Parcionick, …, Eleonora Kurtenbach, Maurice Jacques Bazin, …, …, Luciane Rangel de Freitas, …, …, …, e ….

Em 3 de outubro de 1987, após nos fixarmos no imóvel (terreno e galpão de 1.600 m2, localizado na Av. Heitor Beltrão na Tijuca cedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro – METRO, com interveniência da Secretaria de Planejamento do Estado do Rio de Janeiro), o Espaço Ciência Viva finalmente abriu suas portas para um público de mais de duas mil pessoas.

Assim, após a fase de itinerância em praças, escolas e instituições educacionais, nasceu o primeiro museu interativo de ciências do estado do Rio de Janeiro (e segundo do Brasil).

Em 2005, o espaço passou por um processo de revitalização, patrocinado pela fundação VITAE, amigos, sócios e colaboradores com o objetivo de atualizar os cerca de 60 módulos e experimentos instalados no galpão, além de criar uma nova programação visual e aquisição de mobiliário especial.

Onde, logo na entrada há uma placa que convida a todos a interagirem com a ciência, com nosso mascote, o curioso:

“Por favor, mexa em tudo com carinho!”.

Passamos, então, de uma fase mais nômade para uma fase mais residente. Entretanto, nossa pedagogia museal continuou seguindo os princípios de aprendizagem por meio de atividade e do diálogo que permitem uma imersão mais profunda nos fenômenos e processos científicos.

A organização de um Espaço de Divulgação e Educação em Ciências.

O Espaço Ciência Viva, atualmente, está organizado juridicamente como uma Associação Civil sem fins lucrativos, registrada no Ministério da Fazenda com CNPJ no: 28.021426/0001-40 e no Registro Civil de Pessoas Jurídicas em 4/10/1983.

O ECV foi reconhecido como de Utilidade Pública pela lei estadual no 560/90 de 1990 e tombado como bem de natureza imaterial da Cidade do Rio de Janeiro pela Lei no 5536, de 17 de outubro de 2012.

Atualmente fazemos parte de redes de divulgação e educação em ciências, tais como:

  • a Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro,
  • a Rede de Popularização da Ciência da América Latina e Caribe (RedPop),
  • a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC).

Para ampliar e manter atualizados seus conteúdos e suas atividades, o ECV alia sua experiência em divulgação de ciências à qualidade científica de alguns dos centros e grupos de pesquisa mais importantes do Rio de Janeiro, tais como:

  • Os Institutos de Biofísica Carlos Chagas Filho, de Nutrição Josué de Castro, de Bioquímica Médica, de Ciências Biomédicas e Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ,
  • O Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação da UERJ,
  • O Instituto Oswaldo Cruz e a Casa de Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ),
  • O HEMORIO,
  • A Fundação CECIERJ,
  • FURNAS,
  • Grupo de Astronomia NGC-51,
  • Escolas de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, entre outros.

Assim, compomos uma extensa rede de educadores, professores e pesquisadores de diversas instituições com as quais estabelecemos parcerias e cooperações em diversas ações de ensino, pesquisa e divulgação no Espaço Ciência Viva ou em escolas públicas do estado do Rio de Janeiro.

O Espaço Ciência Viva atende escolas e outros grupos por meio de oficinas interativas em seu espaço e promove eventos de divulgação científica, como os Sábados da Ciência e as Quartas de Olho no Céu.

Nossos mascotes: “questionadora” e “desafiador”, convidam a todos:

Juntem-se a nós!