Capa: Ademildes Paviglione. Antártica, 1987. Acervo Exposição fotográfica Mulheres na Oceanografia.
Na primeira temporada Mulheres Oceânicas (Mundiais) apresentamos a Coleção Oceânicas Pioneiras, traduzida para português do Projeto Oceánicas que desenvolve várias atividades para celebrar e preservar o Oceano.
Nessa segunda temporada, Mulheres Oceânicas (Brasil), vamos conhecer a paixão e o trabalho científico de pesquisadoras brasileiras.
Mulheres Oceânicas (Brasil)
Nesta aventura, vamos conhecer a Física do Oceano Ademildes Maria Paviglione, uma das pioneiras do Programa Brasil na Antártica.

Uma Física no Oceano
Ademildes Maria Paviglione é uma renomada pesquisadora brasileira na área de Oceanografia Física, com uma carreira dedicada à investigação científica dos oceanos e suas dinâmicas, especialmente no contexto da costa brasileira e da região antártica.

Ademildes Paviglione, Antártica, 1987. Acervo Exposição fotográfica Mulheres na Oceanografia.
Ademildes Maria Paviglione nasceu no Brasil e desde cedo se encantou com a beleza e diversidade da Natureza. Enquanto outras crianças brincavam na areia, Ademildes olhava para o mar e se perguntava:
“Como ele sabe para onde ir?
Por que as águas se movem assim?”
Essas perguntas a acompanharam até a juventude, quando decidiu estudar Física na Universidade de São Paulo. Lá, ela descobriu que podia usar a ciência para entender os movimentos do oceano, as correntes, as temperaturas e até a desconhecida profundeza do oceano. Ela concluiu o Bacharelado em Física pela Universidade de São Paulo (USP), concluído em 1977.

Márcia Bicego, Maria José Passos, Ademildes Paviglione, Antártica, 1987. Acervo Exposição fotográfica Mulheres na Oceanografia.
Depois da graduação, Ademildes mergulhou ainda mais fundo: fez mestrado em Oceanografia Física, também na USP, que concluiu em 1983, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). E foi aí que sua jornada como cientista começou de verdade.
Desde 1983, Ademildes passou a trabalhar como física no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), com vínculo celetista e carga horária de 40 horas semanais. Sua trajetória inclui:
Participação em conselhos e comissões institucionais, como representante dos funcionários na Congregação do IOUSP.
Atuação em serviços técnicos especializados, com foco em processamento e análise de dados oceanográficos.
Envolvimento em pesquisa e desenvolvimento, com destaque para projetos ligados à circulação oceânica e massas d’água.
Expedições científicas, onde estudou a Antártica, e analisou massas d’água e ajudou a entender como os oceanos influenciam o clima e a vida no planeta.
Durante sua carreira, ela escreveu artigos, participou de simpósios e colaborou com outros cientistas em projetos como o PROANTAR, que leva pesquisadores brasileiros à Antártica.

PROANTAR, Programa Antártico Brasileiro.
O PROANTAR, Programa Antártico Brasileiro, foi criado em 1982 para assegurar a presença do Brasil na Antártica e promover a pesquisa científica no continente. Ele é composto por segmentos científico, logístico e ambiental, e é executado pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), envolvendo militares e pesquisadores para estudos em áreas como glaciologia, biologia, atmosfera e mudanças climáticas.

PROANTAR, Programa Antártico Brasileiro.
Conheça:
O PROANTAR no site https://www.marinha.mil.br/secirm/pt-br/proantar/sobre
A galeria de imagens de equipes do PROANTAR em https://www.marinha.mil.br/secirm/pt-br/galeriafotosAntartica
A galeria de animais observados em https://www.marinha.mil.br/secirm/pt-br/galeriafotosAnimais

Estação Brasileira na Antártica. PROANTAR, Programa Antártico Brasileiro.
Baixe o livro comemorativos dos 25 Anos do Brasil na Antártica em https://www.marinha.mil.br/secirm/sites/www.marinha.mil.br.secirm/files/brasil_na_antartica.pdf
Ela também estudou a Baía de Ilha Grande, a Passagem de Drake e a Baía da Guanabara, sempre com o olhar curioso e determinado de quem quer desvendar os segredos do mar.
Ademildes participou de diversos cruzeiros oceanográficos e publicou trabalhos relevantes, como:
Estudos sobre a estrutura térmica do Estreito de Bransfield e Passagem de Drake.
Análises da variação sazonal da circulação geostrófica na plataforma continental brasileira.
Contribuições ao Projeto Antártico Brasileiro, com relatórios sobre atividades de cruzeiros entre 1982 e 1988.
Participação em simpósios nacionais e internacionais sobre oceanografia.
Ademildes mostrou que a ciência não é só feita em laboratórios, mas também em navios, mapas, gráficos e muita coragem.
Ela provou que meninas podem ser cientistas incríveis e que o oceano está cheio de histórias esperando para serem contadas.
Ademildes em Poesia
Entre Linhas Invisíveis
No silêncio azul que envolve o mundo,
há rios secretos que nunca se veem,
correntes que dançam num traço profundo,
guiando a vida, moldando quem vem.
Ademildes segue com olhos atentos,
lendo no mar sua escrita sutil,
cada fluxo é um verso em movimentos,
cada onda, um código febril.
Ela pergunta ao gelo, ao sal, ao vento,
por que se movem, por onde irão,
e encontra respostas em pesquisas e equipamentos
de águas que cruzam sem direção.
Na Antártica fria, no trópico quente,
ela traça mapas de força e calor,
pois sabe que o mar é um livro latente,
e a ciência é chave que abre o amor.
Criado por IA (Microsoft Copilot, 2025)

